A Lei Tríplice

Será que a Lei Tríplice é realmente esse tal bicho de várias cabeças? É não, viu!?


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Bênçãos, e boa jornada!


A Lei Tríplice

Primeiramente, a a Lei Tríplice só se aplica a algum indivíduo caso este tenha se submetido a ela, concordando em viver sob sua ação, em um ritual, ou contrato, ou atividade mágica, ou, possivelmente, ao menos acredite em seu efeito. Ponto final. Não adianta ciscar.

É nítido na comunidade bruxa que muitas pessoas fazem o desserviço de falar da Lei Tríplice como universal. E pode ser universal, mesmo: universal significa “relativo a um universo”. Então, que seja universal, dentro daquele sistema mágico, ou tradição de magia ou bruxaria! E para aí. Não adianta dizer que é universal para quem não pertence à mesma egrégora mágica. Da mesma forma que não se pode falar que carma é o que rege alguém que vive por outro sistema de “retorno espiritual”.

A Lei Tríplice consiste na seguinte afirmação: “tudo o que fizeres voltará em triplo para ti“. Ou seja, se você emanar amor, receberá amor em triplo. Se emanar ódio, receberá ódio em triplo. E assim sucessivamente.

É incontestável que toda ação gera uma reação. Ponto. Independente de onde ocorra. Mas não é possível que sempre aconteça de uma ação retornar três vezes mais forte. Há inúmeros fatores e situações que podem levar a uma ação acontecer ou não, parte cabe ao universo, parte cabe às nossas crenças, vontades de divindades, entidades, guias, parte cabe às circunstâncias, parte cabe ao acaso, parte cabe a nós mesmos – por termos a opção de trilhar os nossos caminhos.

Então, não depende apenas de uma coisa ou de outra. Depende de tudo.

É interessante observar que atos pequenos podem causar maior comoção e repercussão que outros. É aquele velho ditado, de que “o simples bater de asas de uma borboleta pode gerar um furacão do outro lado do mundo“. Por outro lado, também é possível que atos esquematizados para causarem alarde, não tenham tanta repercussão. Nisso, conseguimos entender que o resultado das coisas não depende apenas de o que o indivíduo que pratica a ação faz, mas, também, de como essa ação é percebida pelas pessoas aos arredores.

E, deixa eu te contar um segredo: fazer algo “bom” esperando recompensa, ou deixar de fazer algo “ruim” por medo do retorno da Lei Tríplice não te torna, essencialmente, um ser humano mais espiritualizado, ou melhor. Vejo muitas pessoas criticando cristãos por motivos semelhantes e não param para olhar para si. O importante é assumirmos as nossas máximas, e sabermos lidar com o que queremos e ousamos emitir. É lançar a energia e sustentar a gracinha, independente do que venha, sabendo que tudo o que é emanado reverbera e pode ricochetear.

Luã Musi

http://www.bruxodelua.com
@bruxodelua

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