A Banalização do Oraculismo

“Espera que vou olhar aqui no meu livretinho e já te conto…”


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Bênçãos, e boa jornada!


Metaconhecimento

Oráculos são ferramentas antigas e poderosas para lançar a sorte. Objetos de fascínio que mexem com o imaginário popular, sempre acabam atraindo pessoas, que, curiosas ou necessitadas de ajuda, anseiam por orientação sobre o futuro, entendimento do passado ou aconselhamento com uma situação do presente. 

Oraculismo é assunto sério. Não é pra ser tratado como algo banal. E há muita gente sem embasamento e conhecimento necessários, se intitulando “oraculista” e dando aconselhamento, muitas vezes torto e confuso. É cool, que chama, né? É conceitual e tá na moda ter um tarô ou um jogo de runas, um pêndulo ou coisa do tipo. Mas não é pegar um livretinho, decorar o que está escrito – por muitas vezes, informação não tão certeira – e sair dando consulta, ou pior, abrir turma de curso, na função de mentor.

Gente, eu só fui dar o meu primeiro curso de runas depois de estudá-las por anos, depois de ter um mínimo de segurança e experiência no assunto, em respeito ao conhecimento e conexão que adquiri com o convívio com elas. E esse tempo ainda é pouco levando em consideração séculos de história e cultura à qual elas se atrelam, e uma vida, talvez, não seja o suficiente para conhecer todos os seus mistérios.

O que mais se vê é gente sem se mancol, que acha que comprou um tarô e já é taromante; que porquê fez seu próprio jogo de runas, é runomante… só que, meu amor, o buraco é bem mais em baixo. E é fundo! Não dá pra comprar ou fazer um oráculo e, só por ter afinidade, já se jogar fazendo tiragem a torto e a direito pra todo mundo, sob a desculpa de que “a tua intuição está te dizendo”, o que às vezes é abobrinha.

O fator intuição é essencial, mas o conhecimento é imprescindível. Só se consegue intuir aquilo que se conhece, e o conhecimento limita a nossa percepção. E quanto mais conhecimento temos, mais a nossa percepção a respeito de tudo aumenta.

E olhe só, o que quer que venham a fazer depois do seu aconselhamento torto, também cai na sua continha! Você se torna um porta-voz daquele oráculo. A não ser que o que diga seja charlatanismo ou fruto da fonte: vozes na tua cabeça

Runas Celtas!?

Pois bem. Esses dias, me deparei com uma postagem no facebook, de um curso a respeito das “Runas Celtas”. Me perdoem a expressão, mas é de desenrugar e cair o cu da bunda! Acha que é brincadeira? Pesquisa só no Facebook os termos “workshop runas celtas” pra você ver a quantidade de eventos do tipo. É de assustar. Eu quis desver. Mas é minha responsabilidade, como oraculista e principalmente como runomante, não deixar esse tipo de coisa passar. É certo uma pessoa que não sabe nem mesmo a origem de um oráculo, dar um curso sobre ele? É óbvio que não. É um desrespeito a toda a egrégora, e cultura de onde ele veio. E sem contar que é um atestado de falta de informação.

Não é errado não ter informação. Mas propagar conhecimento falso, e cobrar por isso, é absurdo. Ainda que com uma fonte de conhecimento confiável, a própria interpretação da pessoa pode levar a um equívoco, às vezes por um problema de tradução ou de entendimento. Acontece.

Mas é importante falar: existe uma coisa chamada metaconhecimento, guardem essa palavra. O termo define o “conhecimento a respeito de um conhecimento”. Então, com um conhecimento de base você consegue fazer conexões de partes diferentes do mesmo tema, e assim, conhecer mais dele mesmo. E intuir. E com um pouco de metaconhecimento que dá pra saber o quanto um curso, ou leitura oracular é confiável. Observe a linguagem de quem fala, os termos que usa, a forma que se expressa, o quanto a pessoa mostra saber. E para isso, você estuda antes. Pesquisa ao menos o básico para não cair numa dessas de que “essas runas eram utilizadas pelos druidas antigos” ou algo do tipo.

Colher de chá!

Acontece, de nos enganarmos por falta de informação ou fontes. Tem dias que eu passo horas revisando os textos aqui do blog, justamente para acrescentar conhecimentos que não tinha na data que escrevi a postagem, e corrigir algo que eu possa ter colocado de errado nos textos. É uma questão de responsabilidade com quem lê o blog e com os temas que abordo.

E deveria ser uma responsabilidade de cada oraculista, ou pessoa que busca uma conexão mais íntima com qualquer oráculo, principalmente. Cobre do seu oraculista ou mentor, respeitosamente. Se há algo que você pesquisou e não condiz com o que te foi passado, questione, respeitosamente, sempre, e peça por fontes, essa é a melhor maneira de checar se o professor fez pesquisa do assunto, e se capacitou  para  abrir turma.

“A gift demands a gift.”

Essa expressão vem do inglês, e significa “um presente demanda um presente (em troca)”.

É certo cobrar por um serviço de oraculismo? Sim! Quando é justo. Lembre-se que oraculistas que levam a sério o seu trabalho, investem em conhecimento, justamente para poderem intuir e te aconselhar de forma mais eficaz. Cursos, livros, apostilas e material de estudo, decks de cartas ou jogos de runas, bolas de cristal, pêndulos, ou qualquer outro objeto oracular, não são pagos com “energia”. Valoriza o teu oraculista. Ele também tem contas pra pagar e muitas vezes vive disso.

É importante informar que há oráculos que pertencem a uma egrégora “de troca”, onde alguma coisa pode (e geralmente deve) ser dada como pagamento, não essencialmente dinheiro físico, e isso deve ser respeitado. Entretanto, no geral, é o oraculista que escolhe se vai cobrar ou não. E pode acontecer dele aceitar outra forma de pagamento, que deve estar de acordo com o que você está disposto a retribuir. Se informe!

Tem também oraculistas que fazem seu trabalho oracular como forma de caridade, não cobrando nenhum valor monetário por isto. Já ouvi falar que em alguns centros religiosos acontece assim.

Tenha respeito, acima de tudo. Mas seja firme, e cuidado com golpes! Muita gente pode te dizer que você tem “algo” em seu futuro só para te vender “a solução” em seguida. Procure boas referências.

Uma coisa que me deixa fumando numa quenga é quando usam o termo “energia de troca”, para se referirem ao pagamento por um serviço oracular – ou mágico, no geral, que é em dinheiro. Eu corro e fujo pra bem longe! Um oraculista que reconhece o valor do seu trabalho, não vai mascarar seu pagamento com um termo mais “sutil”, porquê sabe que é justo o que cobra.

Quando se deparar com isso pergunte se pode pagar o serviço com “boas energias”, e, talvez, abraço. Veja a reação da pessoa. (Risos.)

“Mas meu amigo lê pra mim de graça…!”

A pessoa que está lendo para você não exige pagamento? Que tal presenteá-la com algo em agradecimento? Tenho certeza que ela ficaria maravilhada com o gesto. E tenha a decência de não entrar em contato apenas quando precisa de ajuda.

Por exemplo… tem gente que adora planta, não é uma má ideia dar uma mudinha ou um ramo de ervas com propriedades energéticas. Frascos de vidro para poções? Sim. Moedas antigas? Talvez. Inclusive, tem gente que pede uma moeda de qualquer valor, como pagamento, por conta da egrégora de troca. Incenso? Ótimo. Cristais? Artesanato? Qualquer coisa, que você saiba que a pessoa pode gostar! Dê de coração aberto, realmente como um presente.

Você pode inclusive trocar serviços. É uma forma de você conhecer o serviço de outra pessoa, e trocar divulgações, até.

Luã Musi

http://www.bruxodelua.com
@bruxodelua

Um comentário sobre “A Banalização do Oraculismo

  1. Adorei o texto e S I M, também tenho ranço da frase “energia de troca”. Acho o cúmulo da manipulação.
    Comecei a estudar tarot vai fazer um ano e tenho percebido que tem tido de fato um boom de pessoas querendo aprender sobre oráculos, e a maior parte eu acho duvidoso tanto o interesse de quem tá dando o curso, quanto a qualidade de quem tá aprendendo e infelizmente quem quer fazer um trabalho sério acaba por ser prejudicado.

    Curtido por 1 pessoa

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