Panteão Pessoal

Farofa espiritual pode dar indigestão quando mal preparada. Prepare certinho, sabendo que é você quem vai comer.


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Bênçãos, e boa jornada!


Vamos combinar, é essencial para cada buscador pesquisar. Se você caminha pelo paganismo há pouco tempo, é provável que cometa algum tipo de equívoco, ou que não tenha achado a prática mais certa que agregue conteúdo e significado ao seu caminho mágico, ou até vir a fazer algum Revés Mágico.

É normal, e é com os erros que se aprende. Clichê, mas é a pura realidade. Aliás, se você não aprende com seus erros, tem algo de errado aí. Talvez a bruxaria não seja o caminho mais certo para ti.

Começo já dizendo que: é importante respeitar tradições, e espiritualidades mágicas. Mas respeito cego é tolice. Por outro lado, desacreditar na obviedade, é algo mais tolo ainda. Respeite. Pratique. Pesquise. Se informe. Não tenha medo de aprender e de se conectar com as divindades de uma cultura ou tradição. Aprenda um pouco sobre o máximo de divindades que puder, principalmente as divindades originárias de onde você vive. Você, que mora no Brasil, já considerou estudar mais sobre as divindades originárias locais?

E, se por um acaso, não sentir que o seu caminho mágico se conecta a uma divindade, tudo bem. Boa jornada e bom destino. Respeitosamente você chegou, respeitosamente você sai.

Agora voltamos ao tema da postagem.

O que é um Panteão?

panteão
substantivo masculino
  1. ARQUITETURA • HISTÓRIA
    templo dedicado ao conjunto dos deuses, entre os antigos gregos e romanos.☞ inicial por vezes maiúsc.
    “o p. de Roma”
     
  2. POR METONÍMIA • RELIGIÃO
    conjunto de deuses de um povo, de uma religião politeísta.
    “o p. hinduísta”
     
  3. ARQUITETURA
    monumento erigido para receber os restos mortais dos heróis e/ou cidadãos mais ilustres de uma nação.☞ inicial por vezes maiúsc.
    “o p. de Paris”
     
  4. FIGURADO (SENTIDO) • FIGURADAMENTE
    conjunto de figuras públicas, célebres em determinado domínio, que perduram na memória individual ou coletiva.
    “o p. da história marítima de Portugal”
     
    Origem
    ⊙ ETIM gr. pántheion, ou ‘templo de todos os deuses’, neutro de pántheios,a,on ‘de todos os deuses’, pelo lat. panthĕon ou panthĕum ‘templo de Roma consagrado a Júpiter Vingador’
     

Fonte: dicionário do Google.

Deixei em negrito o significado de panteão que cabe ao tema do post: um panteão é, nada mais nada menos, que o conjunto de divindades de uma religião, ou região, povo, ou culto.

Panteão Pessoal

Nada mais é do que os seus deuses de culto. Os deuses que você cultua. Sendo eles de uma mesma cultura ou não. São os deuses com os quais você sente mais ligação, mais proximidade, e tende a trabalhar mais com eles. São os deuses que você honra em seus rituais, as divindades de sua devoção, os deuses e deusas pelos quais você nutre um sentimento intenso de carinho e respeito, e divide com eles as suas conquistas e a sua vida.

Se você vê os deuses como arquétipos, talvez seja um pouco diferente para ti. Eu, prefiro vê-los como amigos. E caso esteja se perguntando quais divindades fazem parte do seu panteão pessoal, tire uns minutinhos para refletir… Pense nas divindades como amigos, para a próxima reflexão. Façamos uma comparação: se houvesse um evento que você gostaria de dividir com os mais próximos, quais seriam os convidados?

Desenvolver uma relação com uma divindade (ou mais de uma) não é difícil. Às vezes, isso nem mesmo requer oferendas, senão o seu tempo, seu cuidado. Não deve ser feito de qualquer jeito.

Como Criar Laços Com Uma Divindade?

Da mesma forma que você cria laços com um amigo. Aos poucos. Antes de tudo, pesquise o máximo que puder sobre a divindade. Entendendo um pouco dela, você vai conhecê-la melhor, e já é meio caminho andado. A partir daí, fica mais fácil saber o que é intuído, inspirado, e o que é viagem na maionese. Mas conhecer, de fato, só em contato com ela.

Em um primeiro contato, é interessante se apresentar. Nem todas as divindades são oniscientes e onipresentes. Pense na divindade, chame por ela, e deixe-a saber que você deseja fazer contato. E permita-se sentí-la. Direcione o seu pensamento, faça uma prece da maneira mais respeitosa e cordial que puder. Não precisa ser formal demais, só tenha respeito e educação.

Depois de conectar-se à divindade, você certamente passará a observar sinais que poderá atribuir a ela, mas não se foque demais nisso: os deuses podem voltar o seu olhar para coisas da sua vida, mas não vão ficar o tempo todo focados em você por mero esporte ou porque é divertido te ver. E talvez, o que você possa estar observando, nem seja um sinal, muitas vezes é só a vida acontecendo.

O mundo não gira em torno de ti; é importante aceitar isso quando se entra em qualquer relação. É necessário estar presente. Segundo, deve ser proveitoso para ambos, não é? Você acha que uma divindade vai ter que querer assunto contigo quando for conveniente pra ti? Cuida bem da tua conexão, se pensa em fazer ou manter.

As divindades gostam de serem lembradas – e quem não gosta? Se você não destina um tempo para simplesmente agradecer por ela estar ali pra ti, como espera que ela permaneça em tua vida? Lembre-se de demonstrar a sua gratidão, e o mais importante, cumpra os seus votos. Se prometeu algo em troca de ajuda em algo, trate de cumprir. Que sua palavra seja confiança. E se quiser fazer alguma oferenda, por que não!?

Posso Cultuar Deuses de Panteões Diferentes?

É óbvio que sim. Pode! É gostoso, e às vezes são energias tão díspares, que podem até mesmo se complementar. Entretanto, se você segue o seu caminho espiritual como religião que leva em consideração uma cultura, ou panteão local, obviamente isto é impossível. Não tem como. Não funciona, e creio não precisar desenhar.

Na bruxaria, é bem comum que prestemos culto a divindades de distintos panteões. Isto não acontece no hinduísmo, por exemplo. Você não pode se dizer hinduísta e no meio das suas práticas chamar por Odin. Não tem nexo. Da mesma forma, você não verá um asatrú prestando culto a Amaterasu, ou Kanaloa.

E não existe essa de pertencer a duas religiões também. Deixem que saibam! Você não precisa e nem deve desconsiderar a existência de outras divindades, mas a partir do momento que você assume para si o compromisso de honrar um panteão específico em uma religião, você se devota àquele panteão, somente, e assume que a sua vida gira em torno daquela egrégora. Você não tem como começar o dia uma pessoa ortodoxista kemética, e à noite se tornar reconstrucionista helênica. Quando você se vincula a uma religião, você passa a entender o mundo e os acontecimentos olhando sob a ótica daquela religião.

Saiba Saudar / Reverenciar

É muito bonito, fazer uma saudação no idioma da cultura onde a divindade a quem você se dirige era cultuada inicialmente, ou de onde seu culto se estabeleceu. Saber saudar te leva mais pra perto daquela egrégora, ou cultura, e possivelmente te conecta melhor à divindade. 

Se você é brasileire, deve falar português brasileiro. Agora imagine que você, brasileire, conheça uma pessoa de qualquer outro país, com outra raiz idiomática, que não fala o português brasileiro. E, sabendo que você é do Brasil, a pessoa se interessa em saber como você cumprimenta outras pessoas, e como as pessoas se dirigem a você.

A sensação é gostosa, não é? A pessoa não tem a menor necessidade de falar o seu idioma, mas o esforço em querer saber pra se conectar contigo pode ser entendido como uma vontade de aproximação ou demonstração de afeto.

Ainda assim, é mais importante falar de coração aberto e com respeito. A divindade vai te entender muito bem se você falar no seu idioma. Até porque, não tem o menor sentido chamar Iemanjá e saudá-la com “heil“, ou chegar para Kuan Yin e saudá-la com “saravá”. Bom-senso é, como o próprio nome diz: bom.

Vou te dar alguns exemplos de saudações, é só clicar em cada palavra para ouvir a pronúncia correta dela.

Para divindadesSaúde comExemplo
celtassláinteSláinte a Brighid!
helênicaskhaireKhaire Hécate!
keméticasduaDua Aset!
nórdicasheillHeill Freyja!
romanasaveAve Júpiter!
  • As divindades hindu geralmente têm saudações próprias, muito comumente na forma de mantras.
  • Lembrando que estes são exemplos!!! Pesquise sobre o seu panteão pessoal para mais informações.
  • E, na dúvida, use o idioma que você fala. Um “salve Hécate” é tão bonito quanto um “khaire Hécate“.

Farofa Espiritual / Energética

Okay, chegamos ao subtema final desta postagem, o subtema de maior importância, na minha opinião.

Farofa Espiritual ou Farofa Energética é quando você pega práticas de espiritualidades ou sistemas diferentes e junta, como se estivesse fazendo farofa. É necessário ter um cuidado ao fazer isto, ou então, depois de um tempo “comendo”, você pode tanto neutralizar sabores quanto nem mais sentir o gosto individual das coisas, ou pior ainda, tacar mais coisas que não se combinam. Isso precisa ser feito com muito cuidado.

Imagine só fazer um feitiço, chamar um monte de divindades que possivelmente tenham esferas de controle diferentes, percepções diferentes daquilo que desejamos trabalhar, e personalidades diferentes – se é que divindades podem ser colocadas no conceito de persona.

Você não pode sair pegando qualquer coisa de uma cultura, só porque é bonitinho, e inserir numa prática de outra… como por exemplo, fazer uma vivência oracular com Apolo e trabalhar pedido ajuda a ele, em uma tiragem com as runas, que nada têm a ver com a cultura e civilização onde Apolo era cultuado. É um desrespeito, por sinal.

Outro exemplo… suponha que você cultua deuses de egrégoras diferentes em um mesmo altar… um deles tendo caça como esfera de controle, sendo, portanto, carne de caça uma oferenda interessante. Por outro lado, outra divindade, cujo símbolo animal seria justamente o animal que você teria caçado para ofertar ao primeiro… você faria o disparate de ofertar essa carne no altar compartilhado? Por sua conta e risco. Não acharia uma ofensa à última divindade, por caçar um animal de seu domínio, e ainda ofertá-lo a outra divindade, e em sua presença? Percebe agora o quão perigoso pode ser não levar em consideração os detalhes?

Outra coisa… se a cultura de uma divindade que você tem no seu panteão pessoal tem uma prática ritualística, procure fazê-la (caso possa, esteja capacitade, e tenha essa pretensão), ao invés de tentar buscar em outra prática, de outras divindades, algo que possa ofertar. Respeite as egrégoras! Honre uma divindade da forma que os seus devotos fazem. E como saber qual a forma mais certa? Converse com pessoas que as cultuam, de fato. Pesquise. Se informe.

Leve estas dicas simples em consideração daqui pra frente, aprenda a saborear cada “ingrediente” separadamente, tente combinar práticas que não tirem o sabor umas das outras, e evite fazer uma farofa que possa descer pesada demais.

Luã Musi

http://www.bruxodelua.com
@bruxodelua

4 comentários sobre “Panteão Pessoal

  1. Sinceramente, o artigo por parte ficou muito bom. Mas, o que ta imperando nesse texto é a grosseria. Voce escreve como se a pessoa qe esta interessada em aprender ou pertencer aos +panteoes e até mesmo a bruxaria fosse idiota. Não tem nenhuma empatia e eu percebi logo de começo isso, li até o final, deu para entender e te aconselho a ser mais empata.

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    1. Primeiramente, boa tarde. Em quase quatro anos de Bruxo de Lua este é o primeiro comentário negativo que recebo. É um claro sinal de que estou cumprindo muito bem a minha proposta.

      Absolutamente NUNCA recebi qualquer comentário sobre grosseria de minha parte. Quem me conhece muito bem sabe o quanto prezo por bons modos, e coloco em minhas ações a excelente educação que recebi.

      E também, não escrevo achando que as pessoas são idiotas. Muito pelo contrário, escrevo muito detalhadamente visando alcançar e agregar a pessoas de diversos níveis de conhecimento, afinal nem todas as pessoas que buscam conhecimento têm uma direção. Aliás, escrevo para gente inteligente, que sabe reconhecer bom conteúdo e interpretá-lo. É realmente uma pena que você não tenha se identificado.

      Se você não se sente confortável em ler o que escrevo, fique à vontade para não voltar! Siga em bênçãos.

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  2. Uma pergunta: ouvi dizer que quando se é da Wicca não tem problema cultuar tb um Deus grego ou nórdico (Por exemplo), já que na wicca os outros deuses são faces do mesmo Deus pai e mãe. Isso é verdade? Pq me interesso muito pela wicca, mas tb pelo deuses nórdicos/gregos.

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    1. Olá! No geral, não tem problema cultuar deuses de panteões diferentes. Eu não sou wiccaniano, e meu culto é a Shiva e a Freyja.

      E sim, a maioria das tradições wiccanianas é duoteísta, e vê todos os deuses e deusas como expressões do Deus Cornífero e da Deusa Tríplice. Mas isto pode variar de tradição para tradição.

      Bênçãos, boa jornada! 🌙

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