Servidores Astrais

Com esta imagem bem-humorada, começo este texto sobre servos astrais. Antes de tudo, fique claro: a função deles é servir. Por isto: servidores.


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O que é um Servidor?

Um servidor é uma entidade criada com uma finalidade (seja esta qual for), através de uma intenção, e que deve ser alimentada energeticamente para cumprir seu propósito mágico. Resumindo, é isto.

A função de um servidor é servir.

Mas é ética a prática de utilizar servidores? É óbvio. Servidores são criados com o propósito de servir, de fato. Podem ser entendidos como projeções da pessoa que os cria, não como seres vivos, mas como expressões de sua vontade. Para citar práticas antigas de magia envolvendo servidores, tenho certeza que você já ouviu falar dos golems, seres astrais ancorados geralmente em um boneco de argila, bem comuns no misticismo judaico. Você facilmente encontra referências, caso deseje procurar a respeito.

Mas voltando aos servidores, vamos deixar claro que é um conceito caoísta, ou seja, da magia do caos. Há diversas formas de criar, chamar, dar vida, e até mesmo compreender e explicar um servidor, visto que a magia do caos é plural, e cada pessoa tem a oportunidade de utilizar dos artifícios, técnicas e briefings que melhor lhe apetecerem.

Para que serve um servidor?

Para o que você, em toda a sua potencialidade, desejar. A criatividade é o que limita cada praticante de magia. Quer trabalhar com um servidor para que ele ajude na proteção da sua casa? Pode. Ajudar a focar nos estudos? Sim, pode. Ajudar a conseguir um objetivo? Sim. Trazer dinheiro? Sim. Como disse, é você quem delimita.

Muito importante citar que há servidores privados, cuja proposta é atuarem apenas em prol de uma pessoa ou grupo, ou egrégora fechada; e também há os servidores públicos, que podem ser ativados através de um sigilo, geralmente, e podem ser banidos quando o trabalho acabar ou o magista decidir que não quer mais trabalhar com eles em prol do objetivo desejado. Talvez os servidores públicos mais conhecidos atualmente sejam Os 40 Servidores, criados por Tommie Kelly.

No caso de um servidor privado, ele é criado para que apenas um grupo seleto tenha acesso a ele, geralmente um grupo que compartilhe dos mesmos ideais ou tenha alguma conexão mágica. Você pode, inclusive, criar um servidor mágico para ajudar em um objetivo mágico, e não contar a ninguém. Ou pode escolher utilizar um servidor público, criado por outra pessoa. O que nos leva a uma discussão importante: utilizar ou não servidores públicos. O mais indicado é não utilizar servidores de pessoas que você não conheça, ou não confie, afinal eles podem atuar fazendo algo não especificado, que pode causar algum efeito nocivo a você.

Criando um Servidor

Você vai precisar de uma representação material, para ancorar esta energia. Pode ser um boneco, comprado pronto ou feito sob medida, um fantoche, uma pedra, uma tampa de garrafa, uma planta (sim, pode, mas não é muito aconselhado porquê se a planta morrer o servidor fica sem ter âncora física), uma caneta, o que for. Qualquer representação física. É ideal que haja uma ligação do servidor com a ideia e o objetivo aos quais este estará vinculado, para que, ao simplesmente fazer contato visual o objeto possa refletir a ação do servidor. Por exemplo… para um servidor com o propósito de ajudar nos estudos, ancorá-lo em uma caneta ou caderno pode ser uma boa ideia. Uma vez que você vincule o servidor à sua “morada”, sua âncora física (ou seja, aquilo que o mantém capaz de transitar no plano físico), não o utiliza para nada mais, exceto quando a condição de ação do servidor necessitar interação com o dito objeto.

É interessante nomear seu servidor ou servidora! Pode ser um nome subjetivo, que aparentemente não tenha ligação direta com o objetivo deste para muitos, mas tenha para você (como por exemplo “Lulu“); ou um nome mais rebuscado e abrangente, como “Andarilha dos Caminhos“, “Mantenedor da Paz“, ou “Guardiã da Boa-Saúde“. Descreva também sua aparência. Quanto mais detalhes tiver a sua descrição, melhor. Isto vai ajudar inclusive na visualização. Se souber desenhar, crie você mesme um esboço ou desenho da forma astral de seu servidor.

É muito comum que os servidores também tenham um sigilo associado, para canalizar melhor a sua ação. É possível também criar um mantra ou palavra chave para evocá-lo rapidamente quando necessário. Mas aí você precisa adicionar direitinho no contrato. Use a criatividade.

Não existe nenhuma fórmula para criar um contrato, mas você pode utilizar o que está dentro dos quadros com uma barra cinza à esquerda, a seguir, como referência. Para este exemplo, suponhamos que eu quisesse criar uma servidora chamada “Sentinela dos Portões“.

I

A servidora se chamará Sentinela dos Portões. Sua aparência é de uma senhora de meia-idade, com cabelos cinzentos, trajando uma túnica marrom (cor à qual será associada), e descalça. Sua ferramenta mágica é um cajado cheio de chaves, com o poder de permitir ou barrar qualquer entrada energética.

Observe que criar um servidor é como criar um personagem. Você precisa pensar nos detalhes mais subjetivos, e depois objetivar o que precisa estar claro. Para criar um servidor é imprescindível uma programação, um código de conduta, um “contrato“. É nele onde você vai escrever o comportamento do seu servidor. O que ele será capaz de fazer, ou que não pode, como deverá agir, coisas deste tipo. Prefira utilizar uma folha de papel à qual somente você terá acesso, e guarde como um documento, afinal é um contrato. Entende?

Pode, também, criar um documento em computador, desde que tenha como mantê-lo seguro, e preferencialmente criptografado. Fica a ideia, mas ignore esta parte se não tiver um bom conhecimento de tecnomagia e preferir não arriscar.

No “contrato” você vai colocar todas as atribuições do seu servidor ou da sua servidora. Mais uma vez, detalhe o máximo possível, e cuidado com as brechas de interpretação.

II
A servidora Sentinela dos Portões terá como objetivos e atribuições:

• proteger magicamente o meu lar de ataques mágicos, para que todos os habitantes dele não sejam atingidos por magia ou energias que possam causar dano, intencionalmente ou não;

• cuidará de me alertar, de uma forma que eu possa entender, para intensificar as defesas mágicas, sempre que for necessário;

• evitar a entrada de pessoas com más intenções, de modo que percam a vontade de entrar;

• evitar que, pessoas que entrem no meu lar, possam sair dele tendo executado algum tipo de atividade que venha a comprometer as defesas.

Escreva com objetividade, e atente para possíveis brechas. Lembre-se que a magia se realiza pelo caminho mais rápido. Você não quer um resultado mais rápido à custa de maiores problemas, não é? Então defina bem como vai agir.

Defina uma forma de alimentação energética para o seu servidor, algo que você vai oferecer, e atribua uma energia com a qual você vai alimentá-lo – e trate de cumprir. É importante atribuir uma fonte de alimentação, para que eles não se energizem “automaticamente” sugando a sua energia, ou percam a eficácia, por não serem alimentados de forma devida.

Mantenha seu servidor bem-alimentado. Se você não tem ânimo para fazer algo quando está sem energia, imagine um servidor. Você pode estabelecer diversas formas de alimentação, para facilitar. É interessante colocar coisas simples para alimentar, que se combinem ou ao menos não se oponham, e ter o cuidado de escolher bem.

III

Suas fontes de alimentação energéticas serão:
velas da cor marrom, que serão oferecidas periodicamente, a cada semana;

ter sua âncora física banhada – ou untada – com óleo de alecrim;

• recitar o mantra “seõtrop sod alenitnes*.

• agradecimentos públicos, e fama.

Dei este exemplo de mantra, para mostrar que não precisa de nada muito complicado. Você pode definir como mantra até mesmo o nome do servidor, ou um som, uma sequência de notas musicais… neste caso, o mantra escolhido foi o nome dela ao contrário.

Você pode delimitar o espaço físico ao qual seu(sua) servidor(a) terá acesso. Inclusive, com bastante especificidade. Mais uma vez, a criatividade é o limite.

IV
Área de atuação da servidora “Sentinela dos Portões“:
• poderá agir em qualquer local físico onde sua âncora física estiver ancorada, nos limites de toda a propriedade onde estiver alocada.

e/ou

• poderá agir onde seu sigilo for traçado, e/ou seu nome (ou mantra) repetido.

Cuidados ao Criar Servidores

Imagine que você crie um servidor para te ajudar a lidar com sonhos ruins… conforme ele se alimenta, ficará mais forte, isto é sabido. E existe uma possibilidade, deste começar a criar sonhos ruins, para poder ampliar seu campo de ação, e se alimentar, para se tornar mais forte. E assim pode acontecer com servidores de diversas outras áreas e finalidades, embora não deva.

Já vi um relato, em um grupo que participo, de uma pessoa que criou um servidor, para que em caso de assaltos não sofresse dano físico nenhum. Mas, para que não sofresse nenhum dano durante um assalto, era necessário ser assaltado… O tempo passou e a frequência com a qual a pessoa sofria assaltos aumentou. O servidor foi criado para aquela finalidade, e como não tinha como agir sem que houvesse um assalto, passou também a criar meios de poder agir: incitando assalto à pessoa que o criou.

Então, é necessário que você coloque no contrato uma forma de extinguir a ação de um servidor, ou ao menos limitar a sua forma de ação. Podendo ir até à desativação ou desintegração definitiva deste(a).

V
Cláusulas da destruição da servidora “Sentinela dos Portões“:
• Se em algum momento eu, Luã Musi, quem a criou, estender os braços acima da cabeça, e baixá-los com a intenção de destruí-la, dizendo “oblitere-se”, assim será feito. Ela deixará de existir imediatamente, se extinguindo completamente, sem deixar nenhum resquício energético, como se nunca tivesse existido.

• Caso o contrato seja rasgado e queimado, ou sua âncora física queimada, também deixará de existir imediatamente, se extinguindo completamente, sem deixar nenhum resquício de energia.

Você pode fazer conforme achar melhor. Pode colocar cláusulas de ação, também. Se sua ação será passiva (durando todo o tempo) ou ativa (apenas quando for chamada). Tudo é ajustável à sua vontade.

Dando Vida a um Servidor

Tendo feito o contrato, agora é onde a parte do “dar vida” acontece. O que descreverei, assim como o modelo de contrato, é uma sugestão. Sinta-se livre para criar o seu da forma que melhor desejar.

Prepare o contrato da melhor forma que você preferir. Faça um banimento, no local onde vai realizar o seu rito de dar vida ao seu servidor. Trace um círculo para conter a energia e protegê-lo de interferências exteriores. Coloque o papel com o contrato escrito no centro do círculo, e posicione o objeto que servirá de forma física em cima do contrato, ou próximo, tocando-o.

Então, comece a chamar seu servidor. A seguir, usarei o exemplo no contrato sugerido acima, leve em consideração que escolhi como âncora uma estátua. Uma das formas de fazê-lo é manter contato visual com a parte física do servidor ou servidora, enquanto visualiza sua forma astral e declama o contrato, dando-lhe vida, criando-o, moldando sua forma energética.

Sentinela dos Portões, eu te crio e te chamo. Você é a expressão da minha vontade e atuará na proteção do meu lar.”

Pegue o contrato, e leia-o, com firmeza e pontuando tudo o que julgar necessário.

Sentinela dos Portões, você existirá condicionada a este código, sob estes termos, e ao meu comando.”

Assine o contrato com seu nome mágico, ou nome de registro, ativando-o. Pode utilizar um fluido vital seu, ou uma assinatura energética que seja única a você, como por exemplo uma impressão digital.

Sentinela dos Portões, você estará ligada a este objeto*, sendo este sua morada e a âncora que te prende a este plano.”

*Segure o objeto que escolheu como âncora, e visualize sua energia, agora na forma astral do servidor, sendo impressa nele.

Sentinela dos Portões, desperte! Perceba-se! Manifeste-se e atenda ao meu chamado. Você vive!”

Quando fizer o chamamento, tenha em mente que o que você estará chamando é uma projeção sua. É uma criação sua que você estará plasmando, e não um ser já existente que atenda por este nome.

Encerre o rito, e já pode visualizar imediatamente o servidor entrando em ação e cumprindo suas funções energéticas. Guarde o contrato em um local de imensa segurança, oculto. Afinal, quando se lida com magia, não se deixa tudo disponível aos olhos curiosos. Outras pessoas podem mexer no contrato e até mesmo, fazer outro contrato anulando-o, de forma bem simples. Conhecimento é poder!

Já quanto a âncora física do servidor, coloque-a em sua área de ação. Se for algo muito frágil, ou que não deve ser tocado por outrem, pode guardar em um frasco de vidro devidamente consagrado para isto. Tome o cuidado de evitar que a âncora física se deteriore, afinal, é o que mantém seu servidor ancorado. Proteja-a de mofo, sujeira, ou qualquer outra coisa que possa danificar.

Perguntas Importantes

• Para qual finalidade eu posso criar um servidor mágico?
Não existem limites para a sua criatividade… teste. Há quem diga que os servidores são uma ideia com forma astral, mas há também quem defenda que os servidores são apenas sugestões no campo mental que reforçam o objetivo desejado agindo no subconsciente. Independente de como você venha a ver, pode criar servidores para te ajudar a se sentir mais confiante, para achar um amor ou alguém legal para sair, para ajudar a estudar, para manter a concentração, para te ajudar a cumprir cronogramas, para cuidar da sua saúde, cuidar das suas finanças… e muito – muito – mais.

• Como um servidor trabalha?
Favorecendo probabilidades e meios de acontecimento. A parte mais difícil ainda precisa ser feita, e é você quem vai, portanto, não espere que seu servidor ou servidora faça todo o trabalho… não é assim que acontece.

• Um servidor pode agir de forma deliberada?
Poder, sempre há a possibilidade. Mas ao fazer isto é um claro sinal de que está saindo do controle e evoluindo para uma forma-pensamento. Talvez até mesmo para uma tulpa. Se você não controla um servidor, destrua-o. E se não tem segurança para criar um, não faça.

Servos astrais possuem espírito?
Não. Lembra do início do texto? Servos astrais são projeções da vontade de quem os cria, simplificando. São pura energia, com um formato astral. Mas pode ser que outras pessoas os percebam de forma diferente. Aqui eu compartilho as minhas visões.

• Servos astrais são dotados de inteligência?
Sim. Como projeções de quem os cria, possuem, talvez, a capacidade intelectual de quem os cria, mas estando limitados a agir segundo o contrato delimita.

• Podem vir a virar tulpas?
É possível, especialmente no caso de servidores públicos, que são alimentados também com “fama”. Mas não devem chegar a isto, por via de regra.

Luã Musi

http://www.bruxodelua.com
@bruxodelua


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