Talismãs & Amuletos

Será que é tudo a mesma coisa?


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Talismãs

Começo esta postagem dizendo que há muitas controvérsias no que define um talismã. Do grego τέλεσμα, lido “télesma”, significa algo como rito ou completude. Para simplificar, talismãs são objetos impregnados de poder mágico, com a capacidade de amplificar peculiaridades, melhorar habilidades ou despertar dons e efeitos em quem os porta. Há uma infinidade de exemplos de talismãs feitos com o intuito de atrair boa sorte, fortuna e prosperidade. Muito comum também serem feitos com intuito de atrair algum tipo de cura sob o seu portador, e há quem diga super força, longevidade, e muito mais. Talismãs são auspiciosos, ou seja, atraem coisas boas, ou impelem quem os porta a algum tipo de melhora, como o famigerado pé-de-coelho pendurado no chaveiro ou no colar para atrair boa sorte. Ou o trevo de quatro folhas na carteira para atrair prosperidade.

Eu tenho certeza que você já assistiu aquele desenho As Aventuras de Jackie Chan. Certamente, pôde observar que muitas das aventuras do desenho giram em torno de doze talismãs, inspirados nos doze animais do zodíaco chinês, e cada um deles desperta algum tipo de poder em quem os possui.

Tem algum fundo de verdade? Claro que tem. Afinal, folclore e mitos influenciam diretamente a cultura e a forma como as sociedades percebem-se e mostram-se. E é muito comum observar em diversas culturas e povos, menções a objetos de poder, capazes de causar algum efeito sobrenatural. Em algumas menções, transcrever frases de escrituras sagradas (ou orações) dava poder a determinado objeto. Muito comumente, também, símbolos de egrégoras faziam com que determinado objeto gravado, desenhado ou entalhado, vibrasse com o mesmo tipo de energia e fosse considerado um talismã.

O Selo de Salomão – gravado em seu anel – é um dos talismãs mais conhecidos. Era dito que este símbolo, composto por dois triângulos invertidos e entrelaçados, formando uma estrela de seis pontas, onde cada ponta toca um ponto em um círculo, dava ao seu portador o poder de controlar demônios, jinns e espíritos, e também o poder de falar com animais. Fantástico, não!?

Uma das formas mais comuns do Selo de Salomão.

Neste caso, popularmente, o próprio símbolo se tornou um talismã, de modo que qualquer objeto com o símbolo gravado, também seria considerado um talismã. O Selo de Salomão também pode ser considerado um amuleto. Mas o que é um amuleto? Veremos mais à frente no post. Antes, um pequeno guia de como criar um talismã físico simples.

Como criar um talismã físico?

• O primeiro passo, comum a quase toda prática mágica consiste na purificação. Você purifica o objeto que deseja transformar em talismã, para livrá-lo de quaisquer energias indesejadas. Exercite sua visualização neste processo. Visualize toda e qualquer energia indesejada saindo do objeto em questão, e a dissipe.

• Em seguida, prepare-se para fazer uma consagração. O processo está bem descrito no link destacado. Nesta etapa, você destina magicamente o objeto, encantando-o e impregnando-o com a energia que deseja amplificar ou habilidade que deseja despertar. Você pode (e deve) utilizar materiais energéticos que possam vibrem o tipo de energia sendo imantada no objeto fetiche. Suponhamos que deseje criar um talismã para aumentar a energia de cura. Logo, você pode utilizar diversos materiais mágicos ligados à cura, sendo estes: cristais, ervas, símbolos, cores, sigilos, desenhos, óleos e afins. Desperte a energia de tudo o que for utilizar e monte fisicamente seu talismã.

• Uma vez que você tenha o talismã montado, o que pode ser até mesmo um saquinho com todos os ingredientes dentro, sopre sobre ele e desperte sua energia.

Mas… o que são amuletos?

Amuletos

Enquanto um talismã é auspicioso, um amuleto é apotropaico (do grego αποτρέπειν, lido “apotrépein”, que significa afastar). Ou seja, tem como função proteger, mas afastando o mal. Seja este “o mal” entendido como qualquer tipo de energia que possa ser nociva, maus espíritos, energias indesejadas… depende muito da finalidade e especificidade do encantamento.

Assim como os talismãs, os amuletos podem ter diferentes formatos e tamanhos. E na maioria das vezes são objetos pessoais, já que sua função principal é proteger. É muito comum observar amuletos feitos de colares, pulseiras, anéis, chaveiros, coisas que são muito comuns a todas as pessoas, o que pode ser bastante benéfico, por passarem desapercebidos. Certamente você já teve um impulso de por a mão em um ornamento novo de uma amizade, como um colar ou brinco. Mas aí vai uma dica de etiqueta mágica: evite tocar em joias alheias, especialmente quando não sabe de seu propósito.

Também é comum amuletos fixos, especialmente objetos que podem não parecer, até: estatuetas, esculturas, e outros itens comumente utilizados para decoração – e proteção, neste caso. Como exemplo, a ferradura na parede, e até mesmo a vassoura próxima à porta de entrada da casa para afastar visitas indesejadas, físicas ou espirituais.

Como criar um amuleto físico?

• O processo ocorre de forma similar a como ocorre com um talismã, a única particularidade que define este processo é que o amuleto vai ter como função única a proteção, para ser classificado assim. Purifique, consagre e defina bem a intenção de proteção.

Talismãs & Amuletos

Para finalizar, encerro a postagem com um paradoxo, concluindo que alguns objetos podem ser talismãs e amuletos ao mesmo tempo, possuindo efeitos de atração de energias benevolentes e repulsão de energias nocivas. É por isto que é muito comum a confusão entre estes termos.

Luã Musi

http://www.bruxodelua.com
@bruxodelua

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